28
jul
07

Senhora do Destino

Jose Mayer (Dirceu - em Senhora do Destino)


[OBS: Eram dois post’s, juntei e tranformei em um. Sei que é antigo, mas como perdi o meu outro Blog, repassei meus textos pessoais pra este. Aproveite!…rs]

Estava assistindo a novela Senhora do Destino e reparei que o ator José Mayer está muito charmoso. Não reparei só nisso, meus pensamentos foram além. Nunca o achei lindo e muito menos interessante, mas nesta novela foi diferente. E esse fato lembrou-me outro:
Um belo dia, de volta pra casa, peguei uma Kombi (lotação). Ao entrar na Kombi algo tirou o meu sossego. Olhava pra um, olhava para outro, olhei para quase todos que estavam ali dentro. Sim, eu sabia que era um cheiro de homem, e que cheiro! Aquele cheiro tirou o meu sossego até chegar a hora de descer. Não precisei de muito tempo para descobrir quem era o dono do cheiro. Não parei de olhar pra ele, ele estava no banco da frente, enquanto olhava ficava pensando se ao descer entregava ou não meu telefone. Percebendo que estava chegando, destaquei no final da minha agenda um dos quadrados, com o meu nome e telefone. Segurei e ainda fiquei na dúvida, quando chegou a hora, antes de descer entreguei ao dono do cheiro sem olhar, o meu telefone. Não lembro quanto tempo levou para ele telefonar, mas a ligação foi feita. Marcamos e fomos nos encontrar. Conversando ele disse que estava com seu primo na Kombi, que o primo era o dono e que estava quebrando um galho pra ele substituindo o seu ajudante naquele dia. Quando desci da Kombi, ele comentou com o primo que eu paguei duas vezes a passagem (quando entrei entreguei o vale-transporte e os quadrados tinham o mesmo tamanho de um VT). Seu primo disse então que achava que era meu telefone, já que não tirei os olhos dele. Quando ele foi ver o papel, teve uma surpresa e nem podia acreditar que entreguei meu número para ele. Bom, ele ficou feliz e eu fiquei feliz, é lógico! Não me lembro quantos anos eu tinha, ou que ano foi, sei que menor eu não era. E ele era bem mais velho. Não lembro da idade dele. Pelo meu cálculo fajuto, posso dar um exemplo (margem de erro de 92%…rs): Ele deveria ter idade entre 29 e 36; Eu 19 ou 20.
Apesar de gostar de pessoas mais velhas tive poucos relacionamentos com diferença considerável. De qualquer forma foi muito bom principalmente quando lembro disso hoje. Não lembro também a ordem dos fatos a seguir: Ele pegou o carro do pai emprestado (o que ele disse) e fomos para Bangu, ficamos namorando encostados no carro que estava parado em uma rua do bairro. E de repente avistei algo na parte detrás de um dos ombros. Uma cicatriz. Perguntei o que era, e para o meu espanto fiquei sabendo que ele levou um tiro!
Sobre o tiro, não me lembro da história que ele contou (acho que foi assaltado). E claro que segundo ele não foi conseqüência de um ato criminoso por parte dele, ele não era um bandido e nem fazia nada ilegal. De qualquer modo, estava assustada por dentro. Combinamos de nos encontrar em uma rua onde tem vários pontos finais de ônibus.
Fiquei parada no lugar combinado olhando o movimento dos ônibus e transeuntes enquanto esperava. Surge um sorriso no meio da multidão; achei que era pra mim, porém com vergonha de estar enganada não olhei constantemente. Só que a pessoa estava em linha reta na minha direção. Pensei: Acho que é pra mim mesmo. Mas não o conheço… ou melhor, eu o conheço? Sim, acho que sim. Será que é ele? Quem estou esperando. E não é que era ele mesmo. Nossa!! Ele está diferente! Quase não o reconheci. O que ele fez? Continuei pensando. Quando se aproximou, chegou me beijando e eu paralisada e sem graça. Esse lance me deixou mais chocada que o fato da cicatriz. Todo feliz em me ver, ainda perguntou se eu tinha gostado do novo visual dele. Nem lembro se fui sincera ou se fui educada. Não foi simplesmente o fato de não ter gostado de seu novo visual, mas pelo efeito que me causou. Ele tinha tirado a barba (não era barbudão, não) e cortado o cabelo (queria estar melhor para mim). E isso mudou tudo. Quando olhava pra ele não sentia mais nada, como se fosse uma outra pessoa, uma pessoa mais estranha ainda. Como eu disse no post anterior, não lembro a ordem dos fatos. Só que perdi o interesse por ele. Eu passei um período muito difícil e perturbador com meus pais (principalmente com minha mãe) e contei isso para ele. Ficamos conversando por telefone, disse que não era momento de nos encontrarmos, que estava com medo de meus pais descobrirem e que eu poderia até ficar na rua (de fato, na época era possível). Isso até tinha um pouco de verdade, pois não conseguia dizer que não queria mais nada. E enrolei um pouco. Quando estava na casa de uma amiga, que mora no bairro em que ele morava (com a tia), acabamos nos vendo rapidamente. Sei que o pobre estava disposto a construir uma casinha no terreno da família dele (atrás da casa de alguém), propôs também que se eu tivesse medo poderia morar na casa junto com a tia dele, até eu ter confiança nele. Nosso relacionamento não passou de beijos, chamegos e abraços. Sim, nunca tive algo mais com ele. Nenhuma espécie de sexo (não preciso dizer quais são…rs). Ele deixava claro que queria me ajudar e que gostou muito de mim. Infelizmente não foi o suficiente, e as dúvidas só aumentavam. Mesmo que eu ficasse na rua da amargura, não aceitaria. Não sabia nada daquele homem. Ele poderia ser um ladrão, ou sei lá mais o que. O carro poderia ser roubado… E eu não queria descobrir se o que ele falava era verdade ou não. Talvez a intenção dele, era realmente boa. Mas quem sabe? Dizia que ele e sua família eram de uma outra cidade (dentro do Rio mesmo), que não conhecia muito aqui e eu muito menos a cidade que falou. Sei lá porque ele veio pra cá, o motivo real do tiro. Como não aceitei as propostas, demonstrava que estava com medo dos meus pais e que não marcava mais encontro; em nosso último encontro conversamos mais abertamente e falei que não queria mais. E aí tudo terminou bem. Hoje penso no risco em que corri, foi à primeira vez que tinha feito algo desse tipo e não faria isso novamente. Foi uma experiência muito boa. Sim, boa. Não esquecerei jamais. Atenção: Não recomendo! Todo cuidado é pouco. Também foi a única vez que a transformação de um visual mudou os meus sentimentos. Depois disso toda vez que a ‘pessoa amada’ diz que vai cortar o cabelo, digo que está bom assim e que eu gosto assim. E fico com medo das coisas mudarem depois da saída do cabeleireiro. Foi esdrúxulo, aconteceu uma única vez, vai que acontece novamente! E o belo ator José Mayer, que nunca foi tão belo pra mim até Senhora do Destino, pode fazer a barba ou mudar de novela… E de repente seu encanto acabar. Será?

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3 Responses to “Senhora do Destino”


  1. 1 Marta
    12 de setembro de 2013 às 11:25

    Adorooooro muito tudo isso, envolve atração, desejo ao mesmo tempo medo e insegurança…. Gostei, bjinhos p vc!!

  2. 18 de maio de 2009 às 16:00

    Estranho mesmo, era fugitivo, rsrsrsrs.


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Quem sou eu?
Aspiro com o dia em que não incomodarei as pessoas com minha sinceridade. No dia em que as pessoas não terão medo e nem vergonha de expor sua essência – dizer o que realmente pensam e querem. O fim da hipocrisia, do sujeito oblíquo. Com calma caminho em busca de um futuro melhor, e não espero por coisas fáceis. Sou chata, brega, amiga, leal, fiel, prestativa, distraída, esquecida, impulsiva, falante, extravagante, extrovertida, medrosa, extremamente ansiosa, normalmente curiosa e tolerante, as vezes envergonhada. Mensageira da esperança, da palavra amiga. Admiro quem anda sozinho, mas não consigo. Fico feliz quando vejo um sorriso, quando o sonho se torna realidade mesmo q não seja meu. Satisfeita ao ver um casal de velhinhos em um restaurante, de mãos dadas. Choro quando assisto TV, quando sofro decepção, quando decepciono alguém e por saber que o mal está solto. Mas tranquila e muito feliz por saber que acima de tudo Deus existe, que é Amor, Justo, Fiel, Onipotente e Onipresente. Não tenho a família de meus sonhos, porém tenho força de vontade para criar uma, todos os passos são cuidadosamente analizados e percebo hoje que estou em uma posição muito a frente dos meus sonhos mais simples. Com a Graça de Deus Celestial. E com a certeza que Deus nunca me abandonou! Com a benção Dele, sinto que realizarei e viverei mais que sonhos. Desejo ver meus filhos crescer e que sejam felizes, ter mais filhos e adotar quando possível. Quero uma família grande, unida e repleta de paz e amor. Desejo que as pessoas conheçam a Paz, o Amor e o Poder que somente nosso Deus tem e pode nos dar. Desejo uma casa, no quintal: animais e um pé de jambo. Bem longe do Rio de Janeiro. Mas Deus sabe o que é melhor para mim. Afinal, sou mais que uma vencedora! Fui escolhida em uma corrida de milhões, fui vitoriosa e gerada. Gerei filhos saudáveis e lindos, perfeitos aos olhos de Deus, aos meus olhos... e verdadeiros Presentes Divinos em minha vida.

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