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08

Dia dos Namorados: A alegria de estar junto

A alegria de estar junto

Pertencer e estar integrado ao lugar onde você trabalha, mora ou se diverte garante equilíbrio emocional e dá sentido até às atividades mais simples. Agora você vai conhecer gente que sentiu a força transformadora de acolher e de ser acolhido.

Um ser humano precisa de outro para sobreviver. Essa afirmação não é exagerada, pois você faz parte de vários grupos diferentes: no trabalho, na família, na igreja, no clube, na vizinhança, na escola, quase todas as atividades do dia-a-dia envolvem a convivência com outras pessoas. Esse instinto de pertencer a um grupo foi esquematizado na década de 50 pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Segundo ele, primeiro temos de satisfazer nossas necessidades fisiológicas (comer, beber, respirar), depois as de segurança (ter casa, roupas) e, em terceiro lugar, está o conforto do pertencimento, isto é, o bem-estar de perceber-se integrado, adaptado, acolhido. Só então estamos aptos a desenvolver a capacidade de aprender e ter atividades que incluam nossos semelhantes.

MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES

Consegue se sentir melhor quem identifica os valores de cada grupo e se adapta a eles e, a quanto mais grupos a pessoa pertencer, mais facilidade terá para se sentir acolhida. O consultor de desenvolvimento humano Eugênio Mussak, também formado em medicina e biologia, usa o futebol para explicar isso. “Existem pessoas que têm relações ruins em casa e no trabalho e que se apegam muito ao futebol. Quando seu time perde, perdem também seu ponto de referência mais importante. Por isso, às vezes torcedores saem quebrando tudo. Porém, se eu pertenço à minha família, à minha universidade, às empresas onde dou palestras, aos grupos de amigos, de parceiros de trabalho, quando o time perde, minha vida não muda. Pois pertenço a tantas turmas que, quando uma delas falha, não faz mal, tenho outros pontos de apoio emocional”, diz o consultor.

Além dos aspectos individuais, pertencer a um grupo pode gerar iniciativas que beneficiam e incluem muita gente. O arquiteto Roberto Loeb, de São Paulo, por exemplo, engajou-se em projetos voluntários. “Há cerca de dez anos, dedico uma parte do meu tempo a projetos sociais, que pretendem dar acolhimento digno a pessoas muito carentes, para que se recuperem e possam voltar a participar da sociedade. Um deles é o Projeto Anchieta, que prevê a construção de moradias e centros de educação e lazer em um terreno de 240 mil m2 no bairro de Capela do Socorro, na Zona Sul da capital paulista. Atualmente, o projeto funciona de maneira provisória, atendendo a 300 crianças da região”, conta ele.

Também com colegas do escritório, Loeb está criando um galpão para tornar mais digna a vida dos moradores de rua. É o Projeto Boracéa, encampado pela prefeitura de São Paulo. “Fiz vários encontros com as pessoas que usarão o abrigo e projetei o espaço para atender a suas necessidades. Por exemplo, a área reservada para os carrinheiros é dividida em vagas onde poderão se acomodar com seu carrinho e seu cachorro, que geralmente é o único ser com quem mantêm um laço afetivo. Depois, vamos criar oficinas profissionalizantes. Acredito que a convivência no abrigo possa reestruturar a auto-estima, para que as pessoas voltem a viver em sociedade”, conclui Loeb.

A seguir a história de outros acolhidos e acolhedores.

É bom ter com quem contar

Denise Ferreri, 23 anos, estudante de administração e marketing, com freqüência precisa sair mais cedo da aula para ir encontrar seus amigos jipeiros, senão ela fica triste.

Há cerca de um ano, Denise é uma participante ativa do grupo JipeNet, que tem lista de discussão na internet e reuniões ao vivo em São Paulo, toda quinta-feira à noite. Durante as horas supercurtidas por todos, eles discutem equipamentos e combinam as trilhas que farão no fim de semana. “Eu tenho um jipe. Cheguei ao grupo porque fui buscar informações sobre equipamentos, mas descobri muito mais: um companheirismo e um respeito difíceis de encontrar”, conta.

Ela, que é solteira e não tem namorado, sentiu-se à vontade entre pessoas que já são mais maduras, têm família e estão ali só mesmo para falar de jipes e passeios. Fora do grupo, é difícil encontrar quem entenda por que ela gosta de se enfiar no mato e chegar em casa coberta de lama. “No começo, achavam que eu estava lá de brincadeira porque a maior parte das mulheres vai por causa do companheiro. Mas logo me enturmei”, lembra Denise. “O melhor é saber que tenho um grupo em quem confiar, no qual há solidariedade e nenhuma competição. A estrada pode ser difícil, mas a gente sabe que sempre vai ter com quem contar”, conclui.

Ter amigos melhora a rotina

A administradora de empresas Regina Barretto Moore, 29 anos, casou-se com o americano John em 1997 e mudou-se para os Estados Unidos. A adaptação não foi fácil. “Quando cheguei, fui morar bem no norte do país. Era uma cidade pequena, fazia muito frio, e eu ficava sozinha a maior parte do tempo. Fiz um curso de preparação para o MBA, mas só havia asiáticos na sala e eu não me enturmei. Busquei um grupo de trabalho voluntário e ali conheci outras pessoas da América Latina, que tinham mais a ver comigo, e consegui me integrar melhor”, conta. Depois, Regina foi morar em Miami, ao sul, e de novo precisou achar sua turma. Entrou na universidade e se deu bem com os colegas estrangeiros. Mas, depois que o curso acabou, eles voltaram para seus países e ela sentiu falta de companhia de novo.

Com um filho pequeno, começou a freqüentar um grupo de mães que se reúnem para falar sobre o desenvolvimento infantil. “Claro que não vou lá só para conversar sobre a maternidade, mas para ter a companhia de gente em situação parecida com a minha. Organizamos passeios e saímos juntas durante a semana. Sem fazer parte de um grupo como esse seria difícil me sentir bem tão longe de meu país”, diz.

Reunir as pessoas em torno de objetivos comuns

Quando não existe um grupo que atenda a suas necessidades, é possível criar um. Vera Mazzola, 53 anos, professora aposentada, é muito comunicativa, conhece a vizinhança e era voluntária na igreja do bairro. Há dois anos, precisou reduzir suas atividades fora de casa para cuidar da mãe doente. Mas nem por isso ficou isolada.

Vera mora em um prédio na Zona Oeste de São Paulo e, insatisfeita com a decoração do hall de entrada, juntou-se a outra moradora e convocou uma reunião para discutir o assunto. Uma dezena de vizinhas compareceu ao primeiro encontro. Apesar de concluírem que não tinham dinheiro para as mudanças, ao ver toda aquela gente junta Vera viu a oportunidade de formar um grupo dentro do prédio e fazer melhorias, como uma brinquedoteca ou a implantação do programa de reciclagem de lixo. Elas se reúnem uma vez por mês, e Vera organiza tudo: coloca no computador as pautas e as atas dos encontros e encarrega-se de colocar mensagens de incentivo todos os dias no elevador. Além disso, todas estão sempre atentas ao afeto. “Mandamos flores quando uma das moradoras perdeu o marido, por exemplo. Quero que as pessoas se sintam acolhidas aqui e que haja espaço para a amizade”, conta.

A convivência eleva a auto-estima

Há três anos, Delaine Romano coordena a oficina de reciclagem de papel e produtos da Coopamare, uma cooperativa de catadores autônomos de papel e materiais recicláveis, da capital paulista. É um curso de capacitação profissional para filhos dos catadores, jovens de 16 a 21 anos. Durante cinco meses, cinco dias por semana, enquanto aprendem a fazer objetos de papel reciclado, eles treinam a convivência em grupo. “Chegam tímidos, com idéia de que não servem para nada e que só dão despesas aos pais. Mesmo tendo família e freqüentando a escola, não costumam ter outra atividade. Com a convivência, passam a se preocupar uns com os outros, descobrem talentos, aprendem a participar de atividades sociais”, conta a professora.

Os jovens saem do curso com a auto-estima elevada, orgulhosos por terem aprendido a fazer algo, alguns viram monitores da oficina. “Quando fiz o curso, em 2000, era quieta e me achava incapaz de fazer os objetos de papel, achava que nunca conseguiria e hoje isso é uma terapia”, diz a monitora Iasame Alves Campos, 18 anos.

Mais segurança e companheirismo

Encontrar gente com os mesmos interesses pode acontecer de maneira espontânea. Como ocorreu na vida de Willian Cruz, 28 anos, gerente de informática. Há alguns anos, resgatou uma paixão de infância – andar de bicicleta – e começou a fazer passeios noturnos, às vezes com um colega de trabalho, mas quase sempre sozinho. Até que cruzou com um grupo de ciclistas, todos de capacete como ele, e se aproximou. Era o Starbikers, que se reúne para pedalar à noite em São Paulo. A partir daquele dia, o passatempo de Willian nunca mais foi solitário, hoje pratica seu hobby acompanhado de 20 a 40 pessoas. “Andar de bicicleta em São Paulo não é muito seguro, porém em um grupo grande dá para cruzar o Centro, passando pelo vale do Anhangabaú e pela praça da Sé, sem nenhum problema de assalto”, explica Willian. “E o companheirismo também conta muito. Os ciclistas não são muito bem compreendidos nem pelos carros nem pelos pedestres. É bom estar acompanhado de pessoas que falam a mesma língua.”

TEXTO: Ana Ban / Cláudia Cruz — FONTE: Revista BONS FLUIDOS →Clique aqui

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1 Response to “Dia dos Namorados: A alegria de estar junto”


  1. 1 Diogo henrrique de assis
    7 de junho de 2014 às 15:59

    Com todo o respeito e honra,se a senhorita for solteira,eu te imploro para namorar,casar e fazer muito sexo tantrico comigo.estou as suas ordens para ser seu homem minha rainha!


Deixe seu relatório investigativo, ou mande beijo; dê seu palpite, ou bronca. Mas fale sério comigo!

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Aspiro com o dia em que não incomodarei as pessoas com minha sinceridade. No dia em que as pessoas não terão medo e nem vergonha de expor sua essência – dizer o que realmente pensam e querem. O fim da hipocrisia, do sujeito oblíquo. Com calma caminho em busca de um futuro melhor, e não espero por coisas fáceis. Sou chata, brega, amiga, leal, fiel, prestativa, distraída, esquecida, impulsiva, falante, extravagante, extrovertida, medrosa, extremamente ansiosa, normalmente curiosa e tolerante, as vezes envergonhada. Mensageira da esperança, da palavra amiga. Admiro quem anda sozinho, mas não consigo. Fico feliz quando vejo um sorriso, quando o sonho se torna realidade mesmo q não seja meu. Satisfeita ao ver um casal de velhinhos em um restaurante, de mãos dadas. Choro quando assisto TV, quando sofro decepção, quando decepciono alguém e por saber que o mal está solto. Mas tranquila e muito feliz por saber que acima de tudo Deus existe, que é Amor, Justo, Fiel, Onipotente e Onipresente. Não tenho a família de meus sonhos, porém tenho força de vontade para criar uma, todos os passos são cuidadosamente analizados e percebo hoje que estou em uma posição muito a frente dos meus sonhos mais simples. Com a Graça de Deus Celestial. E com a certeza que Deus nunca me abandonou! Com a benção Dele, sinto que realizarei e viverei mais que sonhos. Desejo ver meus filhos crescer e que sejam felizes, ter mais filhos e adotar quando possível. Quero uma família grande, unida e repleta de paz e amor. Desejo que as pessoas conheçam a Paz, o Amor e o Poder que somente nosso Deus tem e pode nos dar. Desejo uma casa, no quintal: animais e um pé de jambo. Bem longe do Rio de Janeiro. Mas Deus sabe o que é melhor para mim. Afinal, sou mais que uma vencedora! Fui escolhida em uma corrida de milhões, fui vitoriosa e gerada. Gerei filhos saudáveis e lindos, perfeitos aos olhos de Deus, aos meus olhos... e verdadeiros Presentes Divinos em minha vida.

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